O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o presidente americano Donald Trump fará “o acordo que desejar” com o Irã, e que o regime iraniano “já sabe os termos” do acordo que os EUA buscam na guerra do Oriente Médio. Segundo Hegseth, um acordo pode ser fechado se o Irã abandonar as pretensões de ter armas nucleares. As declarações foram feitas em uma coletiva de imprensa concedida em Washington, capital americana. O secretário de Guerra também mencionou que os EUA preferem fazer um acordo com o Irã e que o trabalho do governo é fazer com que o novo regime do Irã reconheça que estará em uma posição melhor se aceitarem o acordo.

Em meio às tensões no Oriente Médio, o secretário de Guerra dos EUA afirmou que outros países devem ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz, principal rota de transporte de petróleo da região. No entanto, a mídia norte-americana publicou que o presidente americano avalia encerrar a guerra mesmo sem a reabertura da passagem. Sobre a possibilidade de enviar tropas terrestres ao conflito, Hegseth não descartou a opção, afirmando que “não dá para vencer uma guerra dizendo ao inimigo o que está disposto ou não a fazer”. O secretário de Guerra também destacou que o adversário no momento acha que tem várias maneiras de mandar tropas americanas pelo chão, mas que os EUA estão preparados para qualquer cenário. O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica, por onde passa 20% do petróleo mundial.

O governo americano tem buscado um acordo com o Irã que possa encerrar as hostilidades na região. O acordo nuclear é um tema central nas negociações, com os EUA buscando que o Irã abandone suas ambições nucleares. Em resposta, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou no sábado (29/3) que o Irã está “esperando” uma ofensiva terrestre dos EUA. A situação no Oriente Médio é complexa, com vários atores envolvidos e tensões regionais elevadas.

A posição dos EUA é clara, segundo Hegseth: se o Irã estiver disposto a abandonar suas ambições, os EUA estão abertos a um acordo. Caso contrário, os EUA estão prontos para continuar a guerra. A comunidade internacional acompanha as negociações e aguarda o desenrolar dos eventos na região.

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