Kendrick Lamar surpreendeu fãs e críticos com o lançamento do álbum “GNX”, não apenas pela qualidade da obra, mas também pelo processo criativo que a envolveu. O rapaz gravou entre 80 e 100 músicas durante as sessões para este projeto, mas acabou escolhendo apenas 12 faixas para o álbum final. A produção do álbum começou logo após o lançamento do seu anterior trabalho, “Mr. Morale & the Big Steppers”, em 2022, e deu origem a um processo de criação intenso e uma curadoria rigorosa.
Durante as sessões de gravação, Kendrick buscou um groove autêntico da Costa Oeste, alinhado às raízes do rap em Compton. Com o tempo, a curadoria foi sendo refinada, com critérios de seleção que incluíam coerência sonora, impacto cultural e a vibração certa. Faixas como “TV Off” e “Hey Now” são exemplos do resultado desse processo. O álbum final é coeso, ambicioso e polido, um retrato da versatilidade e exigência de Kendrick como artista. Alguns fãs e produtores imaginam um futuro deluxe, com descartes criativos que não couberam na versão final, ou mesmo um “GNX volume 2”.
A existência desse “arquivo gigante” de músicas gravadas, mas não incluídas no álbum, gera especulações. Alguns acreditam que Kendrick visitou o arquivo de “sobras criativas” anteriormente, como no álbum “untitled unmastered.”, que compilou faixas gravadas durante as sessões de “To Pimp a Butterfly” que não haviam sido aproveitadas. A co-produção do álbum envolveu nomes como Sounwave, DJ Mustard e Jack Antonoff, que trabalharam durante as sessões de gravação. Embora a ideia de um “GNX volume 2” seja intrigante, nada foi confirmado oficialmente até o momento.
O processo de criação de Kendrick é marcado por uma busca constante por inovação e autenticidade. A existência de um arquivo de música abandonada pode ser vista como uma oportunidade para explorar diferentes estilos e sonoridades. A relação de Kendrick com os seus colaboradores é fundamental para o resultado de seu trabalho. Além disso, a seleção de apenas 12 músicas, entre mais de 80, demonstra a atenção à curadoria e ao impacto cultural que ele busca nos seus álbuns.



