O empate por 1 a 1 diante do Girona, no domingo, deixou o Real Madrid ainda mais distante da liderança do Campeonato Espanhol e acendeu o alerta dentro do elenco merengue. Autor do gol de pênalto que evitou a derrota no estádio Municipal, Kylian Mbappé usou as redes sociais para cobrar uma reação imediata: “Precisamos mudar essa dinâmica e mostrar quem somos como time”, escreveu o camisa 9, em post que circulou poucos minutos após o apito final. A declaração traduz a insatisfação com a sequência recente de resultados, que coloca o clube na segunda posição, com 33 pontos, um atrás do Barcelona.
O ponto conquistado em Girona interrompeu uma sequência de dois tropeços seguidos, mas não é suficiente para esconder a queda de rendimento. Depois de sete vitórias consecutivas no início da temporada europeia, o time de Carlo Ancelotti venceu apenas uma das últimas cinco partidas, somando três empates e uma derrota. Foram dez gols marcados e oito sofridos nesse intervalo, números que revelam tanto oscilação ofensiva quanto vulnerabilidade defensiva. No jogo de domingo, o Real terminou com 65% de posse, mas finalizou apenas quatro vezes dentro da área adversária, sendo duas delas no lance do pênalti convertido por Mbappé.
A tabela não dá trégua. Nesta quarta-feira, o Real visita o Unionistas de Salamanca pela Copa do Rei, e no sábado recebe o Almería no Bernabéu pela liga. A margem de erro é mínima: qual novo tropeço pode ampliar a vantagem barcelonista para quatro pontos antes do clássico contra o Atlético de Madrid, marcado para a 17ª rodada. O vestiário ouviu o discurso de Mbappé como um recado direto à concentração e à intensidade; a comissão técnica estuda retornar ao 4-3-3 puro, com Vinícius Júnior aberto pela esquerda e Bellingham mais fixo no meio, tentando recuperar a fluidez que desapareceu desde a paralisação das seleções de outubro.
O calendário até o fim do ano é denso: oito jogos em 26 dias, incluindo a final da Supercopa da Espanha contra o Barcelona, em Riad, no dia 15 de dezembro. A rotação de elenco será obrigatória, mas Ancelotti ainda não encontrou uma segunda linha que garanta regularidade. Militão e Courtois voltaram de lesão, mas não completam 90 minutos com segurança; no meio, Tchouaméni e Camavinga alternam boas atuações com cartões e desgaste físico. A pressão por títulos, somada à cobrança interna de Mbappé, indica que o próimo mês será decisivo para definir se o Real Madrid consegue manter-se na cola do rival ou assiste ao Barça escapar na ponta antes da virada do ano.






